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COMPAGNIA MISSIONARIA
DEL SACRO CUORE
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O Sino da Minha Terra
Posted by Serafina Ribeiro
Fui educada a ouvir o sino, o sino da minha terra. Ele chamava, lembrava, convocava e convidava a deixar tudo e a ir à igreja, à casa de Deus. Surgia não como um imperativo, mas como um amigo que chama para o essencial: dar a primazia a Deus, ir à festa da vida, reconhecer que “nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.”
Aprendi a ouvir o sino, e a responder afirmativamente ao seu apelo, com os pais, vizinhos e com a gente crente e simples da minha terra.
Costuma-se dizer que “é de pequenino que se torce o pepino” e eu acrescento que é de pequenino que se aprende a reconhecer-se criatura diante do Criador e, no dizer de D. António Ferreira Gomes, a “ficar de pé diante dos homens e de joelhos diante de Deus”. Era, é e será para ajoelhar diante de Deus e para alimentar a comunhão fraterna que o sino chama e desafia.
Tenho andado para aqui a pensar, com uma gratidão maior que o oceano, nas pessoas com quem aprendi a escutar o sino e a ir encontrar-me com Aquele que me chama e Ama e com todos aqueles que, ao mesmo toque, deixaram tudo e foram. Ao repassar o filme da vida, ao recordar o rosto daqueles que me transmitiram a fé - alguns deles, incluindo as figuras mais vinculativas, já partiram para a casa do Pai -, invadem-me sentimentos de carinho, reconhecimento e a responsabilidade de continuar a comunicar, com fidelidade, às novas gerações a herança recebida.
Os pais do mundo hodierno esforçam-se por dar tudo aos filhos, e certamente que fazem o melhor que podem e sabem. Receio, porém, que os verdadeiros valores fiquem ofuscados, desvirtuados e preteridos, e que por isso a herança que recebemos seja interrompida. Precisamos de reequacionar a nossa escala de valores e de discernir, à luz de Deus, quais são os que humanizam a vida, dignificam a pessoa, ajudam a encontrar o autêntico sentido da existência, a construir um projecto de felicidade na senda da opção fundamental, a viver em fidelidade a nós próprios, a Deus e aos outros.
Alegra-me olhar para trás e ver que, noutras paragens onde não havia toque de sino, eu continuei a ir e a fazer experiência de que todo o homem é meu irmão, de que a mesa da partilha do pão, da fé, da Palavra e da Eucaristia está sempre posta, há sempre lugar para todos.
Reconheço e agradeço a dedicação de tantas pessoas – algumas das quais nunca vi o rosto - que, através da limpeza, dos arranjos florais, da preparação das toalhas, das alfaias litúrgicas, dos cânticos… contribuíram para animar as celebrações e embelezar o local de culto, tornando-o um espaço acolhedor e festivo.
A vida é pequena para louvar e bendizer a Deus e aos seus mediadores pelos inumeráveis bens recebidos.
Bem-haja quem escuta o chamamento de Deus e põe os seus talentos ao serviço da comunidade.
Interrogo-me sobre o que seria da minha vida se não tivesse aprendido a ouvir o sino, a deixar tudo e a dar o tempo ao Senhor do tempo… Certamente que a minha vida seria bem diferente!

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