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COMPAGNIA MISSIONARIA
DEL SACRO CUORE
una vita nel cuore del mondo al servizio del Regno...
Compagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia MissionariaCompagnia Missionaria
Compagnia Missionaria del Sacro Cuore
 La COMPAGNIA MISSIONARIA DEL SACRO CUORE è un istituto secolare, che ha la sede centrale a Bologna, ma è diffuso in varie regioni d’Italia, in Portogallo, in Mozambico, in Guinea Bissau, in Cile, in Argentina, in Indonesia.  All’istituto appartengono missionarie e familiares Le missionarie sono donne consacrate mediante i voti di povertà, castità, obbedienza, ma mantengono la loro condizione di membri laici del popolo di Dio. Vivono in gruppi di vita fraterna o nella famiglia di origine o da sole. I familiares sono donne e uomini, sposati e non, che condividono la spiritualità e la missione dell’istituto, senza l’obbligo dei voti.
News
  • 21 / 06 / 2019
    IX ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA COMPANHIA MISSIONÁRIA DO CORAÇÃO DE JESUS
    Realizar-se-á no CENÁCULO MARIANO em Borgonuovo di Pontecchio Marconi – Bologna – Italia ... Continua
  • 21 / 06 / 2019
    IX ASAMBLEA GENERAL ORDINARIA DE LA COMPAÑÍA MISIONERA DEL SAGRADO CORAZÓN
    a realizarse en el CENÁCULO MARIANO en Borgonuovo di Pontecchio Marconi – Bolonia - Italia DE... Continua
  • 21 / 06 / 2019
    IX ASSEMBLEA GENERALE ORDINARIA DELLA COMPAGNIA MISSIONARIA DEL SACRO CUORE
    si terrà al CENACOLO MARIANO a Borgonuovo di Pontecchio Marconi – Bologna - Italia DAL 19 AL ... Continua
paixão do ferial
 
Caríssimas/os: Uma saudação afectuosa e votos de paz! Depois de uma longa pausa, eis-nos de novo com Vinculum; o motivo deste atraso foram razões logísticas e a arrumação dos arquivos. A grandes passos o novo ano se encaminhou e as festas do Natal parecem já longínquas, mas...sinais do Natal ainda existem...algumas estrelas ou fios de prata...árvores enfeitadas já abandonadas que esperam ser levadas no próximo camião do lixo...Mas tudo isto é o fim da exterioridade feita e construída sem “alma”. Felizmente a liturgia dá-nos a medida e o sentido da festa e da solenidade que se prolonga e anima o quotidiano e o tempo comum que caracteriza boa parte da nossa vida. Pergunto-me se a maravilha de contemplar a incarnação do Verbo se pode reduzir ao tempo natalício ou, se hoje no tempo ferial não somos chamadas a tornar visível, através da nossa “incarnação”, o amor do Pai que se manifesta continuamente através do Filho. Neste caminho, vem em nossa ajuda o ciclo litúrgico que, depois da solenidade nos introduz no Tempo Comum, que ocupa a maior parte do ano (34 semanas). Estamos habituados a chamar à quaresma – páscoa – advento - natal – “tempos fortes”; mas será que o tempo comum é um “tempo débil” ou um “tempo morto”? Em Deus não existem tempos “diversos” porque cada momento é o tempo oportuno da revelação e o tempo favorável para tornar presente o Verbo. É a liturgia que nos educa à “paixão” do ferial. Os “tempos fortes” devem ajudar-nos a viver todos os tempos como verdadeiros apaixonados e servos do nosso único Senhor. Esta paixão por Deus e pelo mundo traduz-se na obediência. Na obediência à vida. M. Delbrêl escrevendo sobre este argumento define as pequenas circunstâncias quotidianas “superiores fiéis” e é verdade porque os “sim-eis-me aqui” que somos chamados a repetir são muitos e não nos deixam um momento. O salmo convida-nos a louvar o Senhor do nascer do dia ao pôr-do-sol e este louvor passa através da obediência à vida que se exprime nas circunstâncias...o mais diversificadas que o dia a dia nos reserva. Jesus é para nós um mestre na obediência à vida; ele próprio a viveu desde o momento da incarnação até ao regresso ao Pai. Obedeceu aos tempos naturais da gestação e do crescimento, às leis civis e religiosas...deixou-se educar por Maria e José, e que escola de vida sem nada de excepcional na qual Jesus aprendeu, olhando a mãe nos gestos qutidianos e que depois traduziu em parábolas. Quantas vezes terá visto Maria colocar o fermento na massa, vendo-a crescer, ou o gesto de salar a comida...E de José aprendeu o trabalho, a capacidade de se relacionar, o respeito pela mulher, a fidelidade à escuta da palavra com a sua gente na Sinagoga. Gestos simples, quotidianos, mas que hão-de preparar o tempo do anúncio. Valorizemos juntos este “tempo comum” e descobriremos nos gestos quotidianos a beleza de uma história que estamos construindo juntos. O Coração de Cristo, Senhor da história, nos abençoe! O baile da obediência ...Se estivessemos contentes contigo, Senhor, não poderíamos resistir a esta necessidade de dançar que irrompe do mundo, e adivinharíamos facilmente qual a dança que tu gostas que nós dancemos desposando os passos que a tua Providência nos assinalou. ...Para se ser um bom dançador, contigo como com todos, não ocorre saber onde nos conduz a dança. Basta seguir, ser jubiloso, ser ligeiro, e sobretudo não ser rígido. E receber de ti a transmissão do ritmo que a orquestra marca...Mas nós esquecemos a música do teu Espírito, e fazemos da nossa vida um exercício de ginástica; esquecemos que entre os teus braços a vida é dança, que a tua Santa Vontade...Senhor, nos vem convidar. Estamos prontos a dançar-te esta corrida que é preciso fazer, estas contas, o almoço que é preciso preparar, esta vigília na qual teremos sono. Estamos prontos a dançar-te a dança do trabalho, a do calor, e a do frio... Senhor, ensina-nos o lugar que tem, no romance eterno começado entre ti e nós, o baile singular da nossa obediência. Ensina-nos a vestir em cada dia a nossa condição humana como um vestido de baile que nos fará amar como vindos de ti, todos os seus pormenores como jóias indispensáveis. Faz-nos viver a nossa vida, como uma festa sem fim em que o encontro contigo se renova. como um baile, como uma dança, entre os braços da tua graça, na música universal do amor. Senhor, vem convidar-nos. M. Delbrêl
como darei graÇas ao senhor?
 
Em Bolonha, no dia 26 de Junho de 2011, a Companhia Missionária celebrou cinquenta anos de consagração das primeiras oito missionárias. Só três estávamos presentes. Entre estas estava também eu! Três já alcançaram a Meta, duas não puderam estar por motivos de saúde. A celebração realizou-se na Igreja de Nossa Senhora dos Pobres de Via Nosadella, uma igreja histórica para nós: viu-nos crescer, porque era ali que rezávamos, que fazíamos a adoração, antes que tudo estivesse pronto na casa de Via Guidotti, 53. Naquele dia experimentei a mesma serenidade e jubilosa emoção. Olhava a imagem de Maria que lá de cima pousava o seu olhar materno e acolhedor sobre Cesarina, Bianca e sobre mim. Encontrar o olhar de Maria que, desde os inícios, invocámos como Mãe, Guia e Custódia, foi como reencontrar o fio das maravilhas que o Senhor realizou em mim, nos cinquenta anos da minha consacração secular, colocar todas estas maravilhas no altar, para bendizer o Senhor. A primeira maravilha, que me provocou uma grande emoção, foi a presença de P. Albino, com o reconhecimento de tudo o que ele foi, nas mãos do Senhor, para a Companhia Missionária. A actual precária condição de saúde de P. Albino e a sua capacidade de ceder o lugar a outros confrades na celebração, a sua participação intensa fizeram-me pensar no velho Simeão. Como ele, naquele momento, terá colocado toda a sua vida no altar pedindo ao Senhor que seja o Pastor e Refúgio da Companhia Missionaria. E, certamente como nos inícios, terá invocado toda a protecção de Maria Nossa Senhora dos Pobres para que continue a ser a Mãe, a Guia e a Custódia do caminho que o Instituto deve percorrer. Um caminho que deve continuar na maturidade, mas também na novidade do desabrochar de grupos novos sobretudo nas jovens Igrejas da África, Ásia e América Latina, marcadas por tantas riquezas, mas também pela precariedade própria de todas as coisas novas. Também a presença de P. Claudio della Zuanna foi para mim o testemunho do reconhecimento e da confiança que desde os inícios os Padres Dehonianos colocaram em P. Elegante e também na nossa Família. P. Claudio esteve diversos anos em Moçambique e este foi para mim o melhor sinal a dizer-me que o dom da missionariedade deve ser cultivado no coração das novas gerações, de modo que as Igrejas jovens e outros povos se possam enriquecer do amor que nasce do Coração de Cristo. Uma outra expressão de gratidão nasce da minha história pessoal e de um conjunto de circunstâncias que me levam a dizer que o Coração de Cristo suscitou a Companhia Missionária, com a espiritualidade do Coração trespassado e o carisma da consagração laical, para mim! Nos anos 50 esta forma de vida era conhecida de poucas pessoas, mesmo entre os sacerdotes. De facto, o sacerdote que me orientava colocou-me em contacto com vários Institutos e Congregações religiosas, mas não cheguei a nenhuma opção, enquanto sentia cada vez mais claro o chamamento à vida missionária e de consagração no mundo. Finalmente, num passeio organizado pelo movimento Dehoniano “Apostolado da Reparação” de Monza para o grupo juvenil “Voluntárias do Coração de Jesus”, uma outra iniciativa de P. Albino e P. Moro, tive a sorte de os conhecer pessoalmente. P. Albino falou-me do Instituto laical que estava a nascer, a Companhia Missionária. Invadiu-me uma alegria profunda e a minha decisão interior foi imediata. A família aceitou com serenidade a minha mudança de rota, confiando, mesmo sem compreender onde iria verdadeiramente chegar. Chego a Bolonha, apenas com 22 anos, no dia 20 de Janeiro de 1958. No Natal de 1957, com as primeiras jovens, P. Albino iniciara a Companhia Missionária. Pensava que devia esperar um ano antes de iniciar o caminho, mas a bondade do Senhor quis que fosse admitida logo a seguir no ano de Orientação e assim caminhei com as outras. O caminho formativo de base, sob a orientação de P. Albino, e que criava em cada uma de nós uma tensão cada vez mais forte para crescer em direcção à doação total e à santidade, concluiu-se com a consagraçaão no dia 29 de Setembro de 1961. E foi precisamente neste dia que em oito nos apresentámos ao altar para fazer da nossa vida um dom ao Senhor e ao mundo. Desde aquele momento os meus dias continuaram com os vários empenhos de oração, de trabalho, de viagens pastorais para animar os diversos grupos do Apostolado da Reparação, espalhados pela Itália, da animação vocacional. Tudo na normalidade; dentro, no entanto, algo tinha mudado: vivia tudo com aquele “coarção de carne” que a consagração tinha realizado e todas as coisas adquiriam sentido a partir do Coração de Cristo. Uma outra grande maravilha foi o amor da minha família que me acompanhou e me acompanha neste projecto de consagração a viver na realidade normal de todos os dias, acolhendo – mesmo sem por vezes compreender – este meu empenho e da Companhia Missionária de fazer do Coração de Cristo o coração da sociedade e do mundo. E como não pensar no dinamismo do espírito missionário que nos animava e que, desde os inícios, apareceu como um elemento constitutivo da Companhia Missionária? Apenas sete anos depois da consagração das primeiras missionárias, um primeiro grupo parte para Portugal e poucos meses depois já trabalha no seminário dos Padres dehonianos, em Milevane – Moçambique, na formação dos seminaristas dehonianos. Outras, como eu, partem um ano depois. O destino é a missão de Namarrói. É um mergulho num mundo esperado com entusiasmo, mas para o qual não estávamos bem preparadas para enfrentá-lo. No entanto a formação que nos fora dada por P. Albino era daquelas que viam longe. Ele queria que fôssemos capazes de enfrentar ambientes diversos por isso nos preparou com uma formação espiritual sólida. Pouco sabíamos da África, apenas aquilo que nos contavam os missionários que regressavam, mas frequentávamos os movimentos juvenis de inspiração missionária; desde 1959 tínhamos frequentado cursos de filosofia e teologia para leigos e isto permitiu que nos colocássemos ao lado dos padres dehonianos, colaborando na evangelização e na promoção humana. É a Namarrói e, não só, que nos aventuramos com as primeiras experiências de promoção da mulher e da família; damos prioridade às mulheres e famílias dos catequistas porque podem ser testemunhas do amor cristão no meio do seu povo. Conseguimos apenas balbuciar, não possuimos a língua, será o amor que levamos no coração a fazer compreender a nossa vocação de comunicar o Evangelho no “tempo, oportuno e inoportuno” – como diz S. Paulo – para que esta porção de terra chamada Namarrói, possa fazer a experiência positiva da Palavra que liberta. Em Namarrói abrimo-nos a um estilo de anúncio, feito de proximidade com as pessoas, de acolhimento, de hospitalidade, de comunicação da alegria que nos invade o coração. Na visita às comunidades cristãs aceitamos viver como eles, ou seja, comer, dormir; um estilo de pobreza que nos torna próximas das pessoas. Experimentar coisas novas como comer com as mãos, dormir na esteira ou numa cama de bambú, por vezes com a galinha que aquece os pintaínhos ou com os ratos em correria aos pés da cama ou entre uma trave e outra do tecto, passar a noite dançando com as mães, procurando ligar as crianças às nossas costas, dá-nos uma alegria impagável. Passam-me nos olhos e no coração os rostos e a recordação de tantas pessoas que a guerra arrebatou prematuramente a esta vida e que foram mestras do nosso ser missionárias. Alguns anos depois lemos tudo isto como inculturação do nosso carisma. Chega o momento da diáspora: eu em Cabo Delgado, Teresa no Gurué e o resto do grupo em Namarrói. Estas atitudes de acolhimento, de hospitalidade, de abertura alegre para com os outros, são o nosso “vademecum” para a inserção na nova realidade política, social e eclesial. A tudo isto se junta o dom de ver crescer e amadurecer a comunidade segundo o modelo da comunidade apostólica: Igreja família, adulta, responsável, Igreja ministerial onde cada um se coloca ao serviço da comunidade para o bem de todos. A Igreja ministerial deu frutos de vitalidade também para a Companhia Missionária. Hoje vemos amadurecer algumas jovens que compreendem a consagração a viver no mundo como um valor a acolher e a perseguir. São cinco as missionárias moçambicanas consagradas, mas temos um razoável número de jovens que em Nampula estão a fazer um período de discernimento. São a nossa esperança para a Companhia Missionária em Moçambique mas também para a vitalidade do Instituto chamado a estar presente nas mais diversas sitauações da vida, onde a gente comum espera, se alegra e sofre, partilhando as dificuldades comuns: é o nosso caminho de comunicar o evangelho aos homens e às mulhres nos tempos da globalização. À festa do nosso 50º senti a falta de alguns irmãos e sacerdotes dehonianos, que me acolheram e escutaram, dando-me amizade e que não puderam estar presentes; a todos eles expresso a minha gratidão. Àqueles que estão no céu peço que escutem ainda os meus pedidos pela paz em Moçambique e pela crescimento da Companhia Missionária moçambicana.
come renderò grazie al signore?
 
A Bologna il giorno 26 giugno 2011 la Compagnia Missionaria ha celebrato cinquant’anni di consacrazione delle prime otto missionarie. Eravamo presenti soltanto tre. Tra queste c’ero anch’io! Tre hanno già raggiunto la Meta, due erano impedite da problemi di salute. La celebrazione si è svolta nella Chiesa della Madonna dei Poveri di Via Nosadella, una chiesa storica per noi: ci ha visto crescere, perché lì pregavamo, facevamo l’adorazione, prima che tutto fosse pronto nella casa di Via Guidotti, 53. In quel giorno ho provato la stessa serena e gioiosa emozione. Guardavo la Madonna che da lassù posava il suo sguardo materno e accogliente su Cesarina, Bianca e me. L’incontrare lo sguardo di Maria, invocata fin dagli inizi, come Madre, Guida e Custode, è stato come ritrovare il filo delle meraviglie operate in me dal Signore, nei 50 anni della mia consacrazione secolare, portate come offerta all’altare, per benedire il Signore. La prima meraviglia, che ha provocato in me molta commozione, è stata la presenza di Padre Albino, con il riconoscimento di tutto ciò che lui è stato, nelle mani del Signore, per la Compagnia Missionaria. L’ormai precaria condizione di salute di P. Albino e la sua capacità di lasciare il passo ad altri confratelli nella celebrazione, la sua partecipazione intensa mi hanno fatto pensare al vecchio Simeone. Come lui, in quel momento, ha certamente posto tutta la sua vita sull’altare chiedendo al Signore di essere Pastore e Rifugio della Compagnia Missionaria. E, proprio come all’inizio, ha certamente invocato tutta la protezione di Maria Madonna dei poveri perché continuasse ad essere la Madre, la Guida e la Custode del cammino che l’Istituto deve percorrere. Un cammino da continuare nella maturità, ma anche nella novità data dallo sbocciare di gruppi nuovi soprattutto nelle giovani chiese d’Africa, Asia e America Latina, a cui fa seguito tanta ricchezza, ma anche la precarietà propria di ogni cosa nuova. Anche la presenza di Padre Claudio della Zuanna è stata per me la testimonianza del riconoscimento e della fiducia che fin dall’inizio i Padri Dehoniani hanno posto in P. Elegante e anche nella nostra Famiglia. Padre Claudio è stato diversi anni in Mozambico e questo è stato per me il segno che il dono della missionarietà deve essere coltivato nel cuore delle nuove generazioni, affinché le Chiese giovani e altri popoli possano essere arricchite dall’amore che nasce dal Cuore di Cristo. Un altro grazie al Signore viene dalla mia storia personale e dall’insieme di circostanze, per cui sento di poter dire che il Cuore di Cristo ha suscitato la Compagnia Missionaria, con la spiritualità del Cuore trafitto e il carisma della consacrazione laicale, per me! Negli anni 50 questa forma di vita era conosciuta da pochi, anche tra i sacerdoti. Infatti il sacerdote che mi orientava mi mise in contatto con vari Istituti e Congregazioni religiose, ma non approdai a nessuna scelta, mentre in me si faceva sempre più chiara la chiamata alla vita missionaria e di consacrata nel mondo. Finalmente, in una gita organizzata dal movimento Dehoniano “Apostolato della Riparazione” di Monza per il gruppo giovanile “ Volontarie del Sacro Cuore”, un’altra delle iniziative di P. Albino e P. Moro, ebbi la fortuna di conoscerli personalmente. Padre Albino mi parlò del nascente Istituto laicale Compagnia Missionaria. Mi invase subito una gioia profonda e la mia decisione interiore fu immediata. La famiglia accettò con serenità il mio cambiamento di rotta, fidandosi, pur senza capire dove sarei approdata veramente. Arrivavo a Bologna, appena ventiduenne, il 20 Gennaio del 1958. Nel Natale del 1957, con le prime giovani, P. Albino aveva dato inizio alla Compagnia Missionaria. Pensavo di dover aspettare un anno prima di iniziare il cammino, ma la bontà del Signore volle che venissi ammessa poco dopo all’ anno di Orientamento e così camminai con le altre. Il cammino formativo di base messo in atto da Padre Albino, e che creava in ciascuna una tensione sempre più forte a crescere verso la donazione totale e alla santità, si concluse con la prima consacrazione il 29 settembre del 1961. E fu proprio in questo giorno che in otto ci presentammo all’altare per fare della nostra vita un dono al Signore e al mondo. Da quel giorno le mie giornate proseguirono con i vari impegni di preghiera, di lavoro, di viaggi pastorali per animare i vari gruppi dell’Apostolato della Riparazione, sparsi in Italia, l’animazione vocazionale. Tutto nella normalità; dentro, però, qualcosa era cambiato: vivevo tutto con quel “cuore di carne” che la consacrazione aveva realizzato e ogni cosa prendeva senso a partire dal Cuore di Cristo. Ogni scelta di bene, di offerta che ero chiamata a vivere prendeva senso da questo Cuore fonte di amore infinito che rendeva anche il mio cuore capace di amare e di guardare alle realtà esistenziali e sociali con gli occhi di Cristo. Un’altra grande meraviglia è stato l’amore della mia famiglia che mi ha accompagnata e mi accompagna in questo progetto di consacrazione da vivere nella realtà normale di tutti i giorni, accogliendo - pur senza talvolta capire - questo impegno mio e della Compagnia Missionaria di fare del Cuore di Cristo il cuore della società e del mondo. Ora come non gioire nel pensare alla dinamicità dello spirito missionario che ci animava e che, fin dagli inizi appare come elemento costitutivo della Compagnia Missionaria? Appena sette anni dopo la consacrazione della prime missionarie, un primo gruppo parte per il Portogallo e pochi mesi dopo già è operante nel seminario dei Padri dehoniani, a Milevane - Mozambico, nella formazione dei seminaristi dehoniani. Altre, me compresa, partono un anno dopo. La destinazione è la missione di Namarroi. È un tuffo in un mondo aspettato con entusiasmo, ma impreparate ad affrontarlo. Tuttavia la formazione voluta da Padre Albino fu lungimirante. Lui ci voleva capaci di affrontare ambienti diversi per questo ci ha preparate con una formazione spirituale solida. Poco sapevamo dell’Africa se non quanto ci veniva raccontato dai missionari che tornavano, frequentavamo però i movimenti giovanili di ispirazione missionaria; dal 1959 abbiamo seguito corsi di filosofia e teologia per laici e questo ci ha permesso di metterci a fianco dei padri dehoniani, collaborando nell’evangelizzazione e nella promozione umana. È a Namarroi e, non solo, che ci cimentiamo con le prime esperienze di promozione della donna e della famiglia; puntiamo alle mogli e famiglie dei catechisti perché possano essere testimoni dell’amore cristiano in mezzo al loro popolo. Il nostro è appena un balbettare, non possediamo la lingua, sarà l’amore che portiamo nel cuore a far comprendere la nostra vocazione di comunicare il Vangelo a “tempo, opportuno e inopportuno” – come dice S. Paolo - perche questa porzione di terra chiamata Namarroi, possa fare esperienza positiva della Parola che libera. A Namaroi ci apriamo a un stile di annuncio, fatto di prossimità con le persone, di accoglienza, di ospitalità, di comunicazione dell’allegria che ci invade il cuore. In visita alle comunità cristiane, accettiamo di vivere cioè, mangiare, dormire come loro; uno stile di povertà che ci rende prossime alla gente. Lo sperimentare cose nuove come mangiare con le mani, dormire sulla stuoia, o su letto di bambù magari con la chioccia che scalda i suoi pulcini, con i topi che scorribandano ai piedi del letto o tra una trave e l’altra del tetto, trascorrere la notte danzando con le mamme, cercando di legarci i bimbi sulla schiena, ci da una gioia impagabile. Mi scorrono negli occhi e nel cuore i volti e il ricordo di tante persone che la guerra ha strappato prematuramente a questa vita e che sono state maestre nel nostro essere missionarie. Pochi anni dopo rileggiamo tutto questo come inculturazione del nostro carisma. Sopraggiunge la diaspora: io a Cabo Delgado, Teresa al Gurué e il resto del gruppo a Namarroi. Questi atteggiamenti di accoglienza, di ospitalità, di apertura gioiosa verso gli altri, sono il nostro vademecum per l’inserimento nella nuova realtà politica, sociale ed ecclesiale. A tutto questo si aggiunge il dono di veder maturare e crescere le comunità secondo il modello della comunità apostolica: Chiesa famiglia, adulta, responsabile, Chiesa ministeriale dove ognuno si pone al servizio della comunità per il bene di tutti. La Chiesa ministeriale ha dato frutti di vitalità anche per la Compagnia Missionaria. Oggi vediamo maturare alcune giovani che comprendono la consacrazione da vivere nel mondo come un valore da accogliere e da perseguire. Sono cinque le missionarie mozambicane consacrate, ma abbiamo un discreto numero di giovani che a Nampula stanno seguendo un periodo di discernimento. Sono la nostra speranza per la Compagnia Missionaria in Mozambico ma anche per la vitalità dell’ Istituto chiamato ad essere presente nelle più svariate situazioni della vita, dove la gente comune spera, gioisce e soffre, condividendo le comuni fatiche: è la nostra via per comunicare il vangelo agli uomini e alle donne nei tempi della globalizzazione. [img2bcx] Alla festa del nostro 50° ho sentito la mancanza di alcuni fratelli e sacerdoti dehoniani, che mi hanno accolto e ascoltata, donandomi amicizia e che non hanno potuto essere presenti; a tutti loro dico il mio grazie. A quelli che sono in cielo chiedo di dare ancora ascolto alle mie richieste per il dono della pace in Mozambico e per la crescita della Compagnia Missionaria mozambicana.
betania
 
NUOVA SEDE DELLA COMPAGNIA MISSIONARIA A S. ANTONIO ABATE Noi missionarie - Bianca , Lucia e Luisa - da dieci anni siamo presenti a S. Antonio Abate. Abitiamo presso il Santuario Gesù Bambino, accolte dai Padri Dehoniani con i quali collaboriamo nella pastorale, ma lavoriamo anche in altre parrocchie e non mancano nostre iniziative. Da un po’ di tempo avvertivamo la mancanza di un luogo “nostro”, che individuasse in questo territorio la nostra presenza di donne laiche consacrate appartenenti alla Compagnia Missionaria del Sacro Cuore. Per rispondere a questa esigenza abbiamo pensato ad una sede, dove poter realizzare, in comunione con la chiesa locale, attività nostre, dando una immagine più chiara della nostra identità. Nel nostro ambiente inoltre c’è un particolare bisogno di formazione in tutti gli ambiti. Crediamo che una sede nostra ci permetta di svolgere questo servizio in modo più libero e creativo. Un nome evocativo Grazie all’indicazione della nostra cara amica Rosetta Todisco, abbiamo affittato due stanze molto belle in via Nocera 158160, a pochi passi dal Santuario. Dopo le peripezie per i vari contratti di affitto, luce e acqua… e dopo aver sistemato l’ambiente, la sera dell’1 dicembre 2011, in clima di preghiera e di festa, p. Fausto, rettore del Santuario, ci ha portato la benedizione del Signore e, con la presenza di numerosi amici, abbiamo inaugurato la nuova sede col nome di Betania. Abbiamo voluto questo nome proprio in riferimento ai brani del Vangelo che ci parlano della casa di Betania, dove Gesù andava volentieri per trascorrervi momenti di riposo e di gioiosa amicizia, confortato dal premuroso servizio di Marta, dall’ascolto attento e contemplativo di Maria e dalla sincera e fidata amicizia di Lazzaro che Egli risusciterà dai morti. Betania ci ricorda ancora che Maria prese trecento grammi di profumo di puro nardo, assai prezioso, ne cosparse i piedi di Gesù, poi li asciugò con i suoi capelli, e tutta la casa si riempì dell'aroma di quel profumo. E’ un forte ed entusiasmante impegno per noi far sì che la nostra sede sia un’autentica Betania proprio come ci diceva p. Albino nei primi tempi della Compagnia Missionaria: “La nostra casa dovrebbe essere come una Betania”, un luogo dove Gesù possa abitare volentieri e trovare una calorosa accoglienza, carità e spirito di servizio; un luogo anche di accoglienza reciproca, di fraternità, di ascolto della Parola e di preghiera, dove si celebra l’amore del Signore Gesù e si contempla il mistero del Suo Cuore Trafitto per amore; dove si impara lo stile del servizio e della condivisione nell’umile e nella gioiosa testimonianza di fede nel Risorto. [img2bcx] Alcune icone Abbiamo voluto arricchire le pareti dell’ambiente con alcune immagini significative che esprimano a chi entra lo spirito che anima questa casa. Colpisce subito la grande icona della Madonna della tenerezza, di Vladimir. Fa parte della nostra spiritualità rendere onore a Maria, come insegna la Chiesa: a lei ci consacriamo ogni giorno perché abbia a regnare nella nostra famiglia, ne prenda possesso, perché sia il piccolo regno del suo Cuore e del cuore di Gesù. Al centro, però, c’è l’immagine del Crocifisso dal cuore trafitto, con gli angeli che ne raccolgono il sangue, molto venerata nella nostra Famiglia. Non poteva mancare un’icona molto significativa della cena di Betania, narrata nel capitolo 12 del Vangelo di Giovanni. Quando già avevamo chiesto in affitto questo ambiente, abbiamo scoperto che proprio lì era stata ospitata e venerata la piccola statua di Gesù Bambino, dalle due devote che poi, con l’aiuto della gente e di un sacerdote, settant’anni fa costruirono il Santuario. Purtroppo questa cara immagine è stata rubata, con grande sofferenza della popolazione, che le era molto affezionata. Quando p. Aldo, dehoniano della comunità del Santuario, molto amico delle fondatrici, ci ha dato questa notizia, ci è sembrato un segno della Provvidenza e abbiamo collocato nella nostra sede una copia della più antica fotografia del Gesù Bambino di S. Antonio Abate e, recuperando una cara tradizione, il 25 di ogni mese, proponiamo un incontro di preghiera. Luogo di formazione Ora si tratta di dare incremento ad attività formative e anche ricreative che siano di aiuto per la crescita umana e cristiana delle persone che avremo l’opportunità di incontrare. Il nostro programma comprende già la Lectio settimanale sulla Parola della domenica, un ritiro mensile, incontri di formazione al volontariato internazionale. [img3bdx] Uno spazio rilevante lo daremo al tema raccomandato dai Vescovi italiani sull’emergenza dell’educazione che per noi risuona come appello fondamentale davvero urgente per tutti. Occorre promuovere una diffusa responsabilità del laicato, perché germini la sensibilità ad assumere compiti educativi nella Chiesa e nella società: “ laici missionari che portino il primo annuncio del Vangelo nelle case e tra gli immigrati; accompagnatori dei genitori che chiedono per i figli il battesimo o i sacramenti dell’iniziazione; catechisti per il catecumenato dei giovani e degli adulti; formatori degli educatori e dei docenti; evangelizzatori di strada, nel mondo della devianza, del carcere e delle varie forme di povertà. […] Avvertiamo infine la necessità di educare alla cittadinanza responsabile. L’attuale dinamica sociale appare segnata da una forte tendenza individualistica che svaluta la dimensione sociale, fino a ridurla a una costrizione necessaria e a un prezzo da pagare per ottenere un risultato vantaggioso per il proprio interesse. Nella visione cristiana l’uomo non si realizza da solo, ma grazie alla collaborazione con gli altri e ricercando il bene comune. Per questo appare necessaria una seria educazione alla socialità e alla cittadinanza, mediante un’ampia diffusione dei principi della dottrina sociale della Chiesa, anche rilanciando le scuole di formazione all’impegno sociale e politico. Una cura particolare andrà riservata al servizio civile e alle esperienze di volontariato in Italia e all’estero. Si dovrà sostenere la crescita di una nuova generazione di laici cristiani, capaci di impegnarsi a livello politico con competenza e rigore morale” Mi piace citare anche un e un brano tolto dal messaggio del Santo Padre Benedetto XVI per la giornata della pace de 1° gennaio 2012: “L’educazione, è l’avventura più affascinante e difficile della vita. Educare – dal latino educere – significa condurre fuori da se stessi per introdurre alla realtà, verso una pienezza che fa crescere la persona. Tale processo si nutre dell’incontro di due libertà, quella dell’adulto e quella del giovane. Esso richiede la responsabilità del discepolo, che deve essere aperto a lasciarsi guidare alla conoscenza della realtà, e quella dell’educatore, che deve essere disposto a donare se stesso. Per questo sono più che mai necessari autentici testimoni, e non meri dispensatori di regole e di informazioni; testimoni che sappiano vedere più lontano degli altri, perché la loro vita abbraccia spazi più ampi. Il testimone è colui che vive per primo il cammino che propone”. E’in questa linea che intendiamo impegnarci per dare con semplicità e amore il meglio di noi stesse a servizio del regno di Dio.
combatentes do progresso
 
No ano 2011, Ivone e Antonieta, do grupo de Bissau, terminou a Licenciatura em Economia. Actualmente trabalha na administração da Rádio “Sol Mansi”(Amanhecer do Sol), uma rádio católica que nascendo de uma rádio comunitária, neste momento, cobre praticamente todo o País Ter um curso universitário, para nós, tem um significado profundo. Tem como objectivo abrir as portas do nosso pensamento e do espírito crítico; é um passo muito importante para a nossa Guiné onde está tudo ainda por criar e tudo por construir. Somos pioneiras a abrir caminho aos nossos irmãos, é um desafio lançado a nós e ao nosso país. Porque escolhi este título? No nosso país temos um grande número de combatentes da liberdade da Pátria, mas o que precisamos neste momento na verdade é ter “combatentes do progresso”. Com tanta dificuldade, mas vamos conseguindo atingir os nossos objectivos, quebrando todos os obstáculos. Somos hoje preparadas para construirmos o nosso país. Como sabemos a Guiné-Bissau é um país onde há tantas coisas para construir, tantas estruturas ainda por organizar e onde reina ainda a cultura de “Machundade” (=machismo). Como guineenses, estamos em busca de “sucesso”: a ambição, ao contrário do que se diz, não é nociva desde que ela não só se refira à melhoria da nossa vida, mas também à melhoria do país onde nascemos, já que não há sucessos individuais e colectivos duradouros num país atravessado por crises contínuas. A nossa Guiné tem uma história gloriosa, mas esta história foi construída pelo sacrifício individual e colectivo, que custou a vida a milhares de guineenses; hoje em dia não é esse tipo de sacrifício que nos é pedido: a única exigência é “aprender sempre”, como dizia Amílcar Cabral e pôr esta aprendizagem ao serviço da nação. Também é bom levantar um outro lema que Amílcar Cabral nos deixou e que possibilitou o sucesso da luta de Libertação Nacional: “Unidade e luta”, já que sem unidade, está demonstrado que uma nação não pode desenvolver-se, porque devemos pôr de parte todas as diferenças, por vezes artificias, que nos dividem e nos impedem de lutarmos todos juntos pelo desenvolvimento em busca das excelências. Somos formados no “saber fazer” e no “saber ser” que é muito importante para nós e para o nosso país. A felicidade encontra-se na interacção com o outro, na utilização que se dá ao conhecimento na sua materialização, na formação dos construtores deste país, formação que ultrapassa o academismo, formação rumo ao futuro, que todos nós somos chamados a construir na paz e na comunhão. Penso que, para a Companhia Missionária, é uma graça e um dom ao mesmo tempo, a formação qualificada dos seus membros pois isso vai-nos permitir uma inserção significativa “à maneira de fermento”, dentro da nossa Igreja e da nossa Sociedade. Para o meu país penso que é mais uma força para participar no processo de desenvolvimento. O nosso querido fundador da liberdade da pátria dizia que é preciso “gente com cabeça”, “gente que sabe pensar rápido”. Este é o momento propício para agradecer os que intervieram na nossa formação. Agradeço a Deus por todas as maravilhas que ele tem feito por nós e agradeço, de uma maneira particular, à Companhia Missionária na pessoa da sua vice-presidente, a Maria Lúcia Amado Correia que soube “pensar” que vale a pena estudar, porque só estudando se pode abrir horizontes; agradeço ao meu grupo CM da Guiné-Bissau que soube estudar comigo (por me acompanhar à universidade de dia ou à noite, conforme o horários), agradeço à minha mãe que soube respeitar, aceitar e acompanhar a escolha da minha vida. Agradeço os meus colegas de estudo que acreditaram que valia a pena formar uma equipa de estudo para nos podermos ajudar mutuamente, um obrigado aos nossos professores, que nos transmitiram os seus conhecimentos. Um obrigado especial a todos aqueles que de uma maneira particular colaboraram para podermos atingir hoje os nossos objectivos.
uma etapa terminada
 
No ano 2011, Antonieta, do grupo de Bissau, terminou a Licenciatura em Língua Potuguesa. Actualmente continua como antes a ser a directora da Escola de S. Paulo, confiada à Companhia Missionária, e ensina no liceu de um bairro periférico da capital. Comecei a minha carreira docente desde a criação da Escola São Paulo, quando ainda frequentava o último ano do liceu. Frequentei depois a Escola Normal Superior Tchico Té ( formação de professores) onde obtive o Bacharelato em Língua Portuguesa. Sempre gostei de ensinar e de trabalhar com crianças e jovens mas sentia a necessidade de continuar a minha formação, seja em ordem ao meu crescimento e à aquisição de conhecimentos, seja também para uma qualificação profissional, já que quase desde o início me foi confiado o cargo de directora da Escola São Paulo, escola diocesana fundada em 1994, em Bissau, pelo Padre Dionísio Ferraro missionário do PIME, que sempre apostou no papel importante da Educação no desenvolvimento da Guiné Bissau. Assim, em 2006, inscrevi-me na Escola Superior de Educação (ESE) para fazer a licenciatura no curso de língua portuguesa. Ao mesmo tempo, continuei a leccionar no liceu estatal Jorge Ampa Cumelerbo e a exercer o cargo de directora da nossa escola São Paulo. Encontrei imensa dificuldade sobretudo no 3º ano do curso que me levou a repetir duas vezes seguidas a cadeira da língua portuguesa, tendo um professor diferente em cada ano. Finalmente, tive a grande sorte e graça de ter encontrado, na segunda vez que repeti essa cadeira, a Doutora Leonor Santos, excelente professora com a qual me identifiquei desde o início e que conseguiu ajudar-me a ultrapassar o “quase bloqueio” de aprendizagem que me impedia de avançar livremente. A partir dessa altura passei a ter o gosto pela leitura e descobri que para aprender uma língua é preciso criar o hábito e o gosto pela leitura e também pela escrita. No quarto ano, 2010/2011, tive a mesma professora e daí continuei a dar saltos positivos e conclui com bom êxito todas as cadeiras. No dia 31 de Outubro de 2011 realizou-se a cerimónia da entrega do Diploma do Curso aos alunos finalistas. Foi muito bonito este marco importante e significativo para a vida de cada um de nós. Eu e os meus colegas estávamos felizes e radiantes; esquecendo todas as canseiras e stress que tivemos que enfrentar para chegar a esta meta. Foi a Bina que me acompanhou na Cerimónia de Entrega dos Diplomas, realizada no auditório do Hotel Azalai, um dos mais modernos da Capital. Realmente, esta foi uma etapa muito significativa para mim e para a minha carreira profissional. Estou a progredir e a ganhar cada vez mais a experiência e o gosto de ensinar. Tudo o que aprendi na Escola Superior de Educação vai me ajudar a ser uma professora que gosta cada vez mais da sua profissão e isso faz-me sentir realizada. A Guiné-Bissau precisa de pessoas qualificadas e bem formadas, capazes de dar um contributo válido no processo do desenvolvimento do nosso país. Como membro de um Instituto Secular, sinto que este curso me ajuda a realizar melhor quanto nos é sugerido nos documentos CM: “O trabalho profissional realizado com competência...” ( Est. Nº 15) no Regulamento de Vida também número 15 “ O trabalho será assumido por nós como instrumento para colaborar na criação e no plano de salvação de Deus.” Agradeço ao Senhor, a toda a Companhia Missionária do Coração de Jesus e em particular ao meu grupo CM da Guiné-Bissau, que me ajudou e me deu o incentivo e a força para continuar a estudar. Foi um apoio muito grande para mim. Não me deixou caminhar sozinha, mas caminhamos juntas. Acompanhou-me com ânimo e entusiasmo para que eu pudesse chegar até ao fim desta importante etapa da minha vida profissional e de leiga consagrada na CM. Votos de um ano 2012 pleno de alegrias e de Bênção de Deus.
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