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COMPAGNIA MISSIONARIA
DEL SACRO CUORE
una vita nel cuore del mondo al servizio del Regno...
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Compagnia Missionaria del Sacro Cuore
 La COMPAGNIA MISSIONARIA DEL SACRO CUORE è un istituto secolare, che ha la sede centrale a Bologna, ma è diffuso in varie regioni d’Italia, in Portogallo, in Mozambico, in Guinea Bissau, in Cile, in Argentina, in Indonesia.  All’istituto appartengono missionarie e familiares Le missionarie sono donne consacrate mediante i voti di povertà, castità, obbedienza, ma mantengono la loro condizione di membri laici del popolo di Dio. Vivono in gruppi di vita fraterna o nella famiglia di origine o da sole. I familiares sono donne e uomini, sposati e non, che condividono la spiritualità e la missione dell’istituto, senza l’obbligo dei voti.
News
  • 21 / 06 / 2019
    IX ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA COMPANHIA MISSIONÁRIA DO CORAÇÃO DE JESUS
    Realizar-se-á no CENÁCULO MARIANO em Borgonuovo di Pontecchio Marconi – Bologna – Italia ... Continua
  • 21 / 06 / 2019
    IX ASAMBLEA GENERAL ORDINARIA DE LA COMPAÑÍA MISIONERA DEL SAGRADO CORAZÓN
    a realizarse en el CENÁCULO MARIANO en Borgonuovo di Pontecchio Marconi – Bolonia - Italia DE... Continua
  • 21 / 06 / 2019
    IX ASSEMBLEA GENERALE ORDINARIA DELLA COMPAGNIA MISSIONARIA DEL SACRO CUORE
    si terrà al CENACOLO MARIANO a Borgonuovo di Pontecchio Marconi – Bologna - Italia DAL 19 AL ... Continua
um novo estilo de vida para ser hoje sinal e profecia
 
Ao P. Albino Às Missionárias Aos Familiares Caríssimas/os Passaram-se alguns meses depois da nossa Assembleia e a celebração do Jubileu da CM. Estamos na fase do “depois”…depois do 50º aniversário…depois… da Assembleia…depois… Este tempo do “depois” está carregado de grandes expectativas e é bom que seja assim, pois, de outro modo arrisca-se a deixar cair, ou pior, esquecer os estímulos que resultam deste acontecimento. O depois da Assembleia deve-se traduzir em “agora” e o caminho que estamos a percorrer é precisamente este “agora”. Com o material elaborado na preparação para a Assembleia, o trabalho actual dos grupos e com o que emergiu da própria Assembleia, tentou responder-se ao agora que nos é colocado como imperativo. Escolhemos como título desta carta: UM NOVO ESTILO DE VIDA, PARA SER HOJE SINAL E PROFECIA Parece-nos que o título exprime já o nosso objectivo. Um novo estilo de vida que nasce de uma experiência consolidada, mas que tem sempre necessidade de actualização. Procurar um novo estilo de vida porque chamadas/os a confrontar-nos com as mudanças do mundo que evolui rapidamente. Novo estilo não tanto pelo gosto de novidade, mas porque chamadas a retraduzir e repropor neste tempo os valores evangélicos imutáveis. A Francisca num dos seus artigos escrevia assim: “…conscientes dos grandes dons que recebemos, devemos saber aceitar a fadiga de os traduzir em ' língua e dialecto locais ' : a nossa espiritualidade e a riqueza da vida consagrada que nos foram dadas pelos outros e depois são 'reditas' de acordo com a língua e com o vocabulário de hoje…”. Este novo estilo de vida para redizer, com novas linguagens, a verdade de sempre, com a sabedoria de saber valorizar o antigo e o novo: “Por isso todo o doutor da Lei instruído acerca do Reino do Céu é semelhante a um pai de família que tira coisas novas e coisas velhas do seu tesouro” (Mt 13,52). Para trabalhar sabiamente e para harmonizar o antigo e o novo é necessário ir à raiz da nossa identidade. Uma identidade que redescobrimos na espiritualidade, na secularidade e na missão. Somente assim conseguiremos encontrar caminhos para um novo estilo de vida e ser sinal e profecia hoje. Alargar a tenda Propomo-vos dois textos bíblicos que nos podem ajudar nesta procura. O primeiro encontramo-lo em Isaías 54,2 e o segundo no Livro de Rute. Começamos pelo de Isaías onde podemos colher um sugestivo convite para nos abrirmo-nos ao novo: “Alarga o espaço da tua tenda, estende sem medo as lonas que te abriguem e estica as tuas cordas, fixa bem as tuas estacas”. Isaías convida-nos a dar espaço, a alargar a tenda sem medida, a esticar as cordas e a fixar bem as estacas. Duas acções importantes. Juntar as lonas e as cordas e fixar as estacas. A tenda não se pode alargar se não se tem cordas ou lonas para juntar e não permanece sólida e segura se não há estacas bem firmes. Isaías indica-nos o espírito correcto. Apela para não nos fecharmos mas para alargarmos a nossa tenda, o nosso coração e a nossa mente; e convida-nos a reforçar o que desde sempre dá solidez ao nosso caminho. Abertura e mudança para responder aos desafios que o mundo lança continuamente, para ser sinal e profecia. Com a prudência e a sabedoria de nunca perder de vista a “solidez das estacas” que vemos na clareza da nossa identidade. Abertura e solidez, capacidade de olhar para o novo e pés bem assentes na terra. Portanto fidelidade à história, mas necessariamente devemos viver uma fidelidade também em relação ao futuro que passa e se desenha na concretização do presente. Partir de novo e voltar a projectar-se O outro ícone é o da Rute e de Noémi. Duas mulheres que nos podem ajudar neste caminho. Uma idosa e uma jovem que, com coragem, partem de novo, numa pobreza extrema, são viúvas e sem filhos. Regressam a Belém, às raízes, ao antigo. Estão na desolação. Noémi dirá às outras mulheres “Chamai-me Mara porque grande é a minha amargura”. Devem mover-se da precariedade concreta que estão a viver, precisamente dela tiveram a coragem de partir de novo; a coragem de voltar a projectar-se juntas, unindo a sabedoria da anciã Noémi e a força e a audácia da jovem Rute. É necessária a audácia de ambas para percorrer o sulco do velho e projectar caminhos novos. Uma audácia tornada necessária pela contingência, mas os olhos de ambas souberam ver o novo que estava a nascer, embora na precariedade. Também nós podemos partir de novo e projectar-nos novamente, valorizando todas as forças e as potencialidades que cada uma traz consigo para redescobrir em conjunto um novo estilo de vida que nos leve a ser hoje sinal e profecia. Entregámos à história 50 anos de vida da CM; agora somos chamadas a construir com a coragem de abandonar (como fizeram a Rute e a Noémi) aquilo que não é essencial e torna pesado o caminho pessoal e de Instituto. Temos necessidade de um verdadeiro caminho de reconciliação e de renovamento. Com este espírito enfrentemos este tempo que será fecundo na medida em que cada uma/um põe a sua parte e se torna, como protagonista, construtora/construtor da nossa família CM. Algumas perguntas podem ajudar-nos ao longo deste percurso e podem exprimir o que pretendemos com esta carta programática: De que coisa tem necessidade, hoje, a nossa família para melhor viver e incarnar o que nos é específico? Qual é a vontade de Deus sobre toda a CM? Para responder a estas perguntas somos chamadas a percorrer de novo o caminho da nossa vida e vocação através da espiritualidade, da secularidade consagrada e da missão. 1- EM CAMINHO PARA O “NÓS” CM Relendo as respostas dos grupos sobressai com muita força a importância que tem para nós a nossa espiritualidade; compreende-se que estamos profundamente convencidas da validade e do significado que esta pode ter para o mundo na medida em que responde às suas expectativas mais profundas e nos ajuda a viver de modo específico e qualificante o nosso testemunho (cf. RdV 6). Será, pois, partindo da espiritualidade que conseguiremos encontrar caminhos para viver em plenitude a nossa vocação. Uma vocação que requer cada vez mais actualização, estudo, oração para que se torne “carne” em nós. Falar portanto da espiritualidade significa olhar para o que qualifica toda a nossa existência. De facto a espiritualidade ajuda-nos a conjugar continuamente o nosso ser e o nosso agir. A clareza da minha identidade, do meu ser põe-me imediatamente num agir qualificado. Somente assim conseguiremos entrelaçar a nossa espiritualidade na rede complexa e, por vezes, contraditória da realidade que nos rodeia. Esta espiritualidade não é o lugar onde encontro “quietude e pacificação”, mas torna-se para nós o lugar da sã inquietude, porque é uma espiritualidade incarnada que me remete continuamente para o hoje, para o aqui e agora; convida-nos para uma contínua revisão pessoal e de instituto; estimula-nos continuamente a fazer escolhas e convida-nos a abandonar tudo aquilo que não nos torne sinal e testemunho; põe-nos numa procura contínua do nosso “lugar teológico” (Paulo VI) não só para levar Deus à humanidade mas para encontrá-lO no seu mistério da incarnação. Para viver tudo isto é necessário deixar-se educar pelo Espírito, como nos recorda o nº 9 do nosso Estatuto: “ajudadas eficazmente pelo Espírito Santo que educa o coração dos homens e o mantém novo no amor…”. Ora, deixarmo-nos educar significa obedecer ao Espírito e caminhar “segundo o Espírito…”como nos recorda São Paulo (Gal 5,16). Somos então chamadas/os a incarnar a nossa espiritualidade. Mas o que significa propriamente isto? Significa antes de mais fazer tornar o Ecce venio e o Ecce Ancilla centro e estilo de vida (cf. RdV 7). Significa, pois, fazer o caminho do êxodo, isto é, de despojamento, de purificação e de abandono. E este caminho é feito não só de modo pessoal, mas também como Instituto. É importante que sejamos capazes de dizer e de compreender o que significa dizer: “Eccomi…”, “Ecce venio” tendo como conteúdo toda a Companhia Missionária. Muitas vezes somos verdadeiramente capazes e generosas/os em dizer o nosso pessoal “ecce venio” mesmo em situações muito difíceis. Custa mais dizer o Ecce venio como CM. Mas não se pode ser uma oblação sem a outra. O ecce venio dito como Instituto une-nos inseparavelmente à nossa oferta pessoal. O ecce venio do Instituto chama-nos para uma procura feita em conjunto; ora nem sempre as escolhas feitas estão de acordo com a nossa sensibilidade e a nossa visão. Esta procura chama-nos a um “NÓS” CM e pede-nos que acolhamos o caminho feito; que nos reconciliemos com o passado; que reconheçamos e acompanhemos as mudanças que se realizaram; que sintamos, na própria pele, todas as expressões e as realidades da CM de hoje. Acolhê-las tais quais são mesmo que não partilhemos plenamente, procurando colher o positivo e a beleza de uma diversidade. Um “NÓS” CM que nos compromete a um projectar-se de novo continuamente. Olhemos ainda para Rute e Noémi. Rute, a moabita, a estrangeira, faz uma profissão de fé forte. Declara a Noémi que o Deus de Israel será também o seu Deus. Mas Rute tem uma experiência de um Deus de falência. A família de Noémi não foi protegida pelo seu Deus, deixa a sua terra pela fome. Noémi fica viúva e morrem também os filhos sem deixar descendência. Regressa a Belém com as mãos vazias, com um seio estéril e com uma nora estrangeira. Rute por amor à sogra inicia, juntamente com ela, um novo caminho. É desta situação limite que nascerá o novo que brota do amor de Deus e será um projecto que abraçará quer a jovem Rute quer a anciã Noémi. Quando nasce o filho de Rute este é posto sobre os joelhos de Noémi e as mulheres dizem: “nasceu um filho a Noémi”. Cremos ver um “NÓS” realizado nas vicissitudes destas mulheres. Elas formam uma única realidade: a alegria de uma é a alegria da outra, o que uma realiza é o orgulho para a outra. O caminho feito juntos é vital e fecundo para todos. Na comunhão e na procura em conjunto podemos realizar mudanças significativas na óptica do “NÓS” CM. Como e onde iniciar este caminho? Pensamos que o primeiro passo é o grupo de pertença. É necessário voltar a partir dos grupos. “As missionárias são constituídas em grupos abertos a todas as três modalidades de vida sem qualquer distinção. No grupo elas têm a possibilidade de viver juntas momentos de oração, fraternidade, verificação, formação, partilha” (Est. 21) Olhemos em conjunto estas palavras do nosso Estatuto. Oração O nº 64 do Estatuto fala da oração como “mistério vital”. Este mistério de vida que nos vem da oração todas fazemos experiência disso mas como CM somos chamadas também a ter momentos em conjunto. É necessário requalificar os momentos de oração vividos juntas. Em particular o retiro mensal, que ele seja um lugar de verdadeira experiência de Deus que revitaliza o grupo e cada elemento, porque juntos nos confrontamos com a Palavra e nos encontramos à volta da Eucaristia. Uma oração que nos abre umas às outras e ao mundo para compreender como nos colocarmos nas realidades a que somos chamadas. A experiência da oração feita em conjunto ajuda-nos a manter-nos em comunhão habitual com Cristo como diz o nº 67 do Estatuto: “Mesmo que imersas numa intensa actividade, deveremos saber encontrar espaços e tempos suficientes de oração que nos ajudem a permanecer numa disposição habitual de comunhão com Cristo, de modo que nos envolva e nos penetre o seu mistério de amor e de oblação”. Madeleine Delbrêl falando da oração vivida nos compromissos quotidianos diz: “a vida é cheia de pequenos vazios que a oração pode transformar em profundas nascentes”. Esta é uma preciosa sugestão mas que não se pode improvisar, nasce de uma intensa oração pessoal e de grupo. O nosso reencontrar-se deveria educar-nos a isto. Redescubramos o sentido da adoração como acto público feito em nome e pela Igreja (RdV 62) e como diz o P. Dehon: “Levar o mundo a Cristo na adoração! Levar Cristo ao mundo no apostolado”. Fraternidade É uma dimensão a que devemos olhar com atenção. É necessário recuperar o sentido profundo da fraternidade. Somos família de fé, unida por um ideal de consagração, partilhando a mesma espiritualidade. Não é o sangue que nos liga mas a pessoa de Jesus e o desejo de O seguir no dom total. O nosso reencontro deveria ser o lugar privilegiado para viver o que nos diz o salmo 132: “Vede como é bom e agradável que os irmãos vivam unidos! É ali que o Senhor dá a sua bênção, a vida para sempre”. Mas este estar bem entre nós não nos deve fechar, mas abrir, estimular, encorajar para a missão a que cada uma é chamada. Reencontrar e reviver o ícone de Betânia, não só para quem vem de fora, mas também entre nós. Podemos transmitir o clima de Betânia se, em primeiro lugar, nos empenhamos a vivê-lo entre nós. O grupo torna-se assim o lugar onde nos educamos constantemente nas relações. Lázaro, Marta e Maria viviam entre eles aquilo que depois ofereciam ao amigo Jesus. Recuperemos também nós algumas delicadezas que esquecemos e tratemo-nos com respeito. Dar o bom exemplo não passou de moda. Edifiquemo-nos na caridade, umas às outras. Olhemo-nos com olhos novos. Verificação Ao grupo nunca deve faltar a “coragem” da verificação. Significa olhar com honestidade a própria situação pessoal e de grupo. A verificação deve ter como objectivo o crescimento pessoal e o do grupo. Esta verificação é necessária não apenas para as coisas que se fazem, mas essencialmente COMO incarnamos a nossa espiritualidade no quotidiano. Uma palavra também para a verificação pessoal. Referimos o que foi escrito no relatório final da última Assembleia: “Sublinhou-se e reforçou-se a importância da verificação como meio que ajuda a viver a nossa consagração de acordo com a nossa especificidade. No entanto a experiência diz que, neste aspecto, devemos ainda caminhar muito porque acontece que nem todas as missionárias fazem o confronto ou julgam necessário este meio para o seu crescimento. É importante recordar que a praxis da verificação não é considerada facultativa, mas entra nos deveres que dizem respeito à nossa consagração na Companhia Missionária. O Estatuto e o RdV traçam muito claramente e concretamente as modalidades e os conteúdos”. (Actas VII Ass. P.44). Parece-nos poder afirmar que sem verificação se trava o impulso missionário e o espírito de comunhão. A coragem da verificação ajuda-nos a não nos fecharmos e a não cair em personalismos que não nos fazem crescer. Além disso esta coragem põe-nos sempre numa atitude de abertura à mudança para revitalizar o nosso ser na CM. Formação Sempre na CM deu-se muita importância à formação a todos os níveis. Mantenhamo-nos nesta convicção que temos sempre necessidade de crescer e precisamos de formação contínua. O Instituto oferece uma dinâmica formativa a nível geral; mas também o grupo ou área geográfica deve tornar-se lugar e promoção formativa, numa actualização contínua com um olhar atento às realidades concretas onde se vive. Conhecer o caminho da Igreja local e colher os âmbitos formativos adaptados também para nós, em caminho com o povo de Deus no qual estamos. Manter-se actualizados nos acontecimentos socio-políticos do terreno, mas também com um olhar mundial. Educarmo-nos para uma leitura “crítica” do que os mass-media nos propõem. Sentir os destinos do mundo como se fossem os nossos. [img2bcx] Condivisão/Partilha A condivisão/partilha é a consequência do que dissemos até agora. A própria palavra tem um significado forte dividir-com: pôr sobre a mesma mesa, nada me pertence de forma definitiva…É o pôr em conjunto os dons, e não apenas os materiais, mas sobretudo o que é vida e experiência. Lembremo-nos que se aquilo que recebemos da Providência a escondemos na dispensa, estraga-se. Tudo nos é dado para benefício de todos. “O irmão ajudado pelo irmão é como uma cidade inexpugnável” (Pro. 18,19). Há um outro aspecto em que nos devemos educar para partilhar e é a escuta. Uma escuta atenta e respeitadora. Recolhendo algumas sugestões que nos chegaram dos grupos podemos fazer-nos reciprocamente algumas indicações: • Dar sempre o primado a Deus; • Crescer e educarmo-nos para uma sólida interioridade, que fortaleça as nossas opções fundamentais; • Deixarmo-nos interpelar pela Palavra; • Atenção aos acontecimentos sociais; • Não se deixar tomar pelo desencorajamento; • Todas somos protagonistas e chamadas a construir a história; • Redescobrir a fecundidade que temos ainda em nós. Pensamos que o trabalho que se está a iniciar para a revisão do Estatuto pode ser vivido nesta perspectiva e ser um meio importante para adquirir o “NÓS” CM. 2- “NÓS” CM FACE AO HOJE DO MUNDO Estamos diante de um mundo complexo, que muda a um ritmo muito acelerado, a um mundo globalizado e diversificado ao mesmo tempo; um mundo atravessado por fracturas muito profundas. Este mundo ora nos perturba ora nos apaixona. E sempre nos desafia Se paramos um pouco, podemos dar-nos conta que não estamos assim tão desprovidos como, por vezes, nos parece face a esta situação do nosso mundo e da sua/as cultura/as. Não somos nós herdeiras, já como baptizadas e depois como consagradas na secularidade, de uma espiritualidade marcada fortemente pelo mistério da incarnação? E a fidelidade à incarnação não nos leva a amar com paixão este mundo, a semear nos seus sulcos, a viver, com naturalidade e simplicidade, dimensões de escondimento, de ferialidade, de fidelidade ao quotidiano, de imersão nos movimentos que se estão a formar e que nos podem transportar, juntamente com os nossos irmãos e irmãs, para novas praias e para novos horizontes? Não faz parte desta espiritualidade da incarnação o saber «habitar estavelmente a complexidade», sem se perder, tendo connosco a riqueza da Palavra – luz para os nossos passos; a força dos sacramentos e da oração – água viva para o nosso caminho; a “doçura” da nossa fraternidade/sonoridade – orvalho nos momentos de amargura e de cansaço; a mais-valia do nosso ser corpo –com a Igreja e com a CM – este “nós” que queremos redescobrir e valorizar e que pode reforçar o nosso sentido de identidade e a nossa coesão, dando-nos asas para continuar a caminhar com este mundo e no meio dele, para o impelir para que seja capaz de propor ainda “sonhos” e metas grandes? Além disso, temos nas nossas mãos o dom da nossa vida consagrada que, por si só, é um poderoso, embora discreto, sinal profético. Certamente necessitamos de nos apropriar mais e com maior consciência da força deste nosso ser consagradas com toda a sua carga escatológica. “Mas como vivemos a nossa consagração?”- perguntava-se um grupo. Com que rigor e com que qualidade evangélica? – acrescentamos nós. É bom não esquecer estas perguntas e que as levemos na nossa procura pessoal, sobretudo que as tornemos a levar para aquele lugar sagrado do confronto com a responsável e com o grupo. A abertura fundamental e positiva face ao mundo, sabemo-lo, não nos dispensa de exercitar cada dia, em qualquer circunstância, um verdadeiro e sapiente discernimento. O que quer dizer para nós, hoje e em qualquer lugar onde nos encontramos, o mandato do nosso Estatuto para evangelizar e nos comprometermos com a promoção humana? (cf. Est. nº12). Quais são as coisas novas que nos interpelam – pessoalmente, mas sobretudo como “Nós” CM? Se os sinais dos tempos emergem sempre nos ambientes de fronteira da vida e da história é importante que nos perguntemos onde estamos nós? Que fronteiras habitamos? Que atenção estamos a dar ao que se está a elaborar nestas fronteiras? Pensemos que a CONSULTA DE 2009 deverá ser espaço de partilha do que os grupos elaboraram em relação a isso. A partir da realidade concreta de cada grupo e da sua vivência perguntemo-nos: que nos está a pedir o Senhor a nós grupo, a nós CM neste preciso momento histórico e eclesial. No fim do ano 2008 será enviado a cada grupo o tema mais preciso e o texto que iniciará esta procura, mas antecipamos desde já a temática geral para que se possa identificar o percurso que nos espera. Queremos deter-nos um pouco sobre um outro aspecto que extraímos das respostas dos grupos quase de um modo coral: a animação vocacional. Sentimo-la verdadeiramente uma questão vital. Queremos enquadrá-la num âmbito mais amplo que chamaremos a escolha dos jovens como lugar da nossa missão. Também neste caso para um serviço não só à CM, mas à Igreja e ao mundo. Pensamos não forçar a metáfora dizendo que eles são mesmo uma das fronteiras onde somos chamadas a habitar. Ao menos algumas de nós, de modo preferencial e estavelmente. É intenção do Conselho fazer esta escolha para os próximos anos. Fazemo-la com inquietação – porque também este é um mundo novo, um espaço cultural bastante desconhecido para muitas de nós e não fácil – mas também movidas por muita esperança. Desta esperança que é um dom de Deus e cuja sede advertimos nas pessoas - até nos jovens – que nos rodeiam. “Despertar a fé e a esperança nos corações é o primeiro serviço a favor dos outros para ajudá-los a libertarem-se da pobreza maior que é prescindir de Deus” – dizia um grupo. Queremos pois “tornar a mergulhar” neste “planeta” juvenil com audácia, competência e criatividade. Certamente devemos crescer em todos estes âmbitos e sobretudo no da competência – devemos enfrentar uma cultura, linguagens que existem lá, por vezes, um pouco desconhecidas e que exigem mediações nas quais nem sempre somos muito competentes. Podemos juntar à nossa preparação para entrar no mundo juvenil o da competência (ou não competência) no mundo da comunicação. A primeira não poderá prescindir da segunda. Veremos em seguida quais as iniciativas que, como Instituto, podemos realizar para nos apetrecharmos melhor nesta específica missão. Mas todos os grupos e as Coordenações são, neste momento, convidados a concretizar, na sua programação, esta prioridade. Parece-nos que todo o trabalho, as iniciativas, a conversão a esta prioridade, os resultados conseguidos podem tornar-se património comum de “NÓS” CM na Consulta de 2011. 3 – COM UM NOVO E CRIATIVO IMPULSO Parece-me notar, entre nós CM, o desejo de uma dinâmica mais criativa e mais ligeira. Também entre nós acontece frequentemente encontrar rostos e corações carregados por um compromisso, por preocupações variadas, por uma subtil falta de confiança no futuro. Ora bem, tudo isto não se vence apenas com a força da vontade, com compromissos que se juntam aos muitos que já nos carregam. Parece-nos que somente um estilo de vida contemplativo da existência pode restituir ao espírito e à acção a sua ligeireza, sem tirar ao primeiro o sentido da responsabilidade e à segunda a sua eficácia. Antes de um trabalho cansativo ou de uma tarefa para remir a vida cristã e a evangelização que dela resulta está a participação no ritmo secreto da dança da sapiência/sabedoria. Na fragmentação e na sobreposição dos nossos compromissos – também os relacionados com a CM – na frenética sucessão das situações, dos rostos, das histórias que tecem as nossas vidas, na sensação de desorientação e de cansaço que, por vezes, nos pode agarrar – podemos ouvir dirigidas a nós hoje as palavras de Jesus: «Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração» (Mt.11,28-30). Se muitos cristãos viveram sem que fosse um fardo a ascese, o cansaço, as perseguições, isto foi porque no centro da sua vocação estava esta promessa de ligeireza. Sabemos que há uma ligeireza cujo preço é o vazio; mas nós queremos a ligeireza do amor, aquela que sabe “tomar a cargo” e sabe conviver com os fios variados que tecem uma vida verdadeiramente humana. Esta ligeireza não se conquista somente com as forças humanas; mas pode preparar o coração para recebê-las e pedi-la, como um dom d’Aquele que prometeu voltar um dia sobre as nuvens do céu (Mt. 26,64) para levar todos para o seu Reino, através de uma mística e harmoniosa dança cósmica. Actuar a ligeireza desta dança não pode ser apenas um convite dirigido ao Conselho; deve ser também sentido por cada membro da nossa família, de cada grupo e do “NÓS” CM que queremos tornar-nos com mais consciência e mais convicção. Cremos que esta é uma perspectiva, um horizonte que pode ter consequências positivas, quer no interior do nosso Instituto, quer na nossa relação com o mundo. Recolhemos uma vez mais uma série de expressões vindas dos grupos e que entregamos de novo a todas: • Voltar a tecer relações revitalizadoras entre nós • Ousar com audácia • Um novo vigor • Inventar espaços para estar juntos • Renovar e inventar dinâmicas vitais • Criar lugares concretos de encontro Também isto pode afinar o estilo com o qual queremos propor-nos ao mundo e que nos pode tornar proféticas, não de um profetismo clamoroso e extraordinário mas vivido na vulgaridade dos nossos dias e das nossas mil ocupações quotidianas com a atitude de escuta, da disponibilidade, do respeito, sendo sempre com todos e em qualquer lugar ponto de encontro e força unitiva (cf. Est. nº8). Deixamos a cada grupo e a cada área geográfica a liberdade e a criatividade de dar corpo a este impulso. Mas queremos dar duas ou três indicações que nos podem ajudar a convergir como “NÓS” CM e a criar uma verdadeira tradição familiar. Queremos que o dia do 25 de Março – Solenidade da Anunciação do Senhor e a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus se tornassem verdadeiramente festa de Família. Sabemos que a nossa realidade nem sempre nos permite celebrar estas festas no seu dia próprio. Escolhamos, para tal, um dia o mais próximo possível e vivamos juntos estes momentos de festa. Estamos ainda num momento de abertura aos amigos que estão a crescer à volta da CM e de proposta a outros da riqueza da nossa espiritualidade e da nossa história. O nosso desejo é que houvesse uma salutar emulação entre todos os grupos para ver quem é capaz de pôr em prática a festa mais bela, mais criativa, mais densa de significado, mais aberta às novas linguagens, mais inculturada. Propomos também a cada grupo – ao menos uma vez por ano – que realize uma iniciativa de carácter vocacional: um dia de reflexão, um retiro, uma peregrinação, uma festa…? A forma, deixamo-la, mais uma vez, à criatividade e à audácia dos grupos. O que nos parece importante é que estes três momentos: • 25 de Março • S. Coração de Jesus • Jornada Vocacional se tornem uma tradição viva e vivificante no corpo do nosso Instituto. Foi afirmada durante a Assembleia a importância de uma dupla fidelidade: ao passado e ao futuro. Cremos que o que estamos a propor seja uma resposta a esta dupla fidelidade. Temos nas nossas mãos uma riqueza enorme: a recente celebração do 50º aniversário CM mostrou-o com evidência. Somos chamadas não apenas a guardar esta riqueza mas fazê-la crescer e a confiá-la a outras mãos. Certamente já o estamos a fazer, mas talvez se possa pôr um pouco mais de entusiasmo, de generosidade e de criatividade. No salmo 85 (v. 13b) encontramos um belo auspício que diz assim: «A nossa terra dará o seu fruto». Um grupo termina o seu trabalho precisamente com este auspício. Nós parafraseamo-lo, dizendo: “A Companhia Missionária dará o seu fruto”. Preparemo-nos, com humilde esperança, para esta colheita. O olhar materno de Maria, nossa Mãe, Guia e Custódia nos acompanhe! O Coração de Cristo, fonte de esperança, nos abençoe! Em comunhão A Presidente e o seu Conselho Bolonha, 6 de Agosto de 2008 Festa da Transfiguração do Senhor ACONTECIMENTOS DESTE SEXÉNIO: 2009 Julho Consulta das Responsáveis de Grupo; 2010 Janeiro Assembleia Ordinária (electiva) dos Familiares; 2010 (data de definir) Encontro das Responsáveis de Formação; 2011 Julho Consulta das Responsáveis de Grupo; 2013 Julho VIII Assembleia Geral Ordinária
riconoscere e servire
 
Carissimi siamo ancora nella scia del clima pasquale e di pentecoste. La liturgia in questo tempo ci ha immersi nel mistero di morte e resurrezione del Signore, e ci ha fatto contemplare, negli Atti degli Apostoli, il crescere di una comunità che si è formata proprio intorno a questo mistero. La solennità di Pentecoste ha concluso questo cammino iniziato con l’imposizione delle ceneri. Mi colpisce sempre il fatto che questa solennità non abbia un seguito (come per esempio il Natale e la Pasqua che per otto giorni la liturgia ci fa vivere l’evento) ma ci immerge immediatamente nella ferialità bruscamente. Dalla solennità si passa subito al “tempo ordinario”. Sì, dopo Pentecoste si rientra nella “normalità” ma con la forza e la luce dello Spirito che solo Lui può donare. E solo lo Spirito ti fa fare il passaggio, ogni giorno, dalla paura al coraggio, dal passo incerto al camminare sicuro… come gli apostoli nel cenacolo. E’ questo Spirito che ci dà modo di riconoscere il Risorto, come ha fatto il discepolo amato sul lago di Tiberiade quando dice a Pietro: “E’ il Signore!” (Gv.21,7). E Pietro: “si cinse i fianchi del camiciotto, poiché era spogliato, e si gettò in mare…”. Il Discepolo amato e Pietro ci indicano il cammino per vivere il nostro quotidiano come una continua Pentecoste. L’uno ci insegna a riconoscere il Signore e l’altro il cammino del servizio, “…si è cinto i fianchi…” (anche Gesù nell’ultima cena si è cinto i fianchi per la lavanda dei piedi). Riconoscere e servire. Coniugare questi verbi ci aiuterà a vivere il cammino del giorno dopo giorno illuminati dallo Spirito che ci darà quella forza necessaria per vivere l’obbedienza alla vita. Andiamo incontro alla festa del sacro Cuore coniugando questi due verbi: Riconoscere e servire. Riconoscere il grande amore che il Signore ha per noi; la sua presenza in noi e attorno a noi; il suo grido di lamento (Mt 11,20-24) e di giubilo (Mt 11,25-27); riconoscere il cammino verso il Golgota e volgere lo sguardo verso di Lui; riconoscere la sua voce e il suo sguardo in tutti i fratelli e sorelle che la provvidenza pone sul nostro cammino… e proprio perché lo riconosciamo la nostra risposta non può essere che il servizio. Cingiamoci i fianchi, come Pietro, e nell’incontro con il Signore comprenderemo come servire. “Volgendo lo sguardo a colui che hanno trafitto” riconosceremo il Signore e lui stesso ci inviterà a volgere lo sguardo a chi ci circonda, a quel mondo a cui Lui con passione ancora oggi rivolge la sua Parola. Dobbiamo guardarci intorno e servire. Auguro a tutti di prepararsi alla festa del Sacro Cuore con questo desiderio di saper riconoscere e servire il Signore perché il suo Regno si compia oggi nel nostro cammino e in ogni persona e avvenimento che il vivere ci pone dinanzi. Il Cuore di Cristo, maestro nel servire, ci benedica! In comunione Anna Maria Noi siamo "caricati" di energia senza proporzioni con le misure del mondo: la fede che solleva le montagne, la speranza che nega l'impossibile, la carità che fa ardere la terra. Ogni minuto della giornata, non importa dove esso ci voglia o per che cosa, permette a Cristo di vivere in noi in mezzo gli uomini. La fede non è l'impegno temporale della vita eterna? Per vivere della nostra fede nel nostro tempo e nel nostro mondo oggi e qui; per poter realizzare la nostra vocazione alla fede, essere davvero in questo mondo e in questo tempo, siamo forzati ad accordare la nostra vita cristiana a tutto ciò che è, attualmente, accelerato, momentaneo, immediato, siamo forzati non a credere diversamente, ma a vivere diversamente, non ad adattare la fede a questa realtà temporale movimentata fino all'eccesso; ma ad adattarci a questo movimento, adattarci a riconoscere, scegliere, fare la volontà di Dio in questo movimento. Dobbiamo imparare ad adattare rapidamente alla fede noi stessi e le circostanze. Ora noi non siamo preparati al rapidamente. M: Delbrêl
reconhecer e servir
 
Caríssimas e caríssimos: Estamos ainda no sulco aberto pelo clima da Páscoa e do Pentecostes. A liturgia neste tempo imergiu-nos no mistério da morte e da ressurreição do Senhor, e fez-nos contemplar, nos Actos dos Apóstolos, o crescimento de uma comunidade que se formou ao redor deste mistério. A solenidade de Pentecostes concluíu este caminho iniciado com a imposição das cinzas. Impressiona-me sempre o facto que esta Solenidade não se prolongue (como acontece, por exemplo, com o Natal e a Páscoa, que durante oito dias continua a repropôr-nos o mesmo acontecimento), mas nos mergulhe imediata e bruscamente no quotidiano ferial. Da Solenidade passa-se imediatamente ao “tempo comum”. É verdade, depois do Pentecostes reentra-se na “normalidade” mas com a força e a luz do Espírito que só Ele pode dar. E só o Espírito nos permite fazer a passagem, em cada dia, do medo à coragem, do passo incerto ao caminho seguro...como os apóstolos no cenáculo. É este Espírito que nos permite reconhecer o Ressuscitado, como fez o discípulo amado no lago de Tiberíades quando disse a Pedro: “É o Senhor!” (Jo. 21,7). E Pedro: “cingiu-se com a túnica, pois estava nu, e lançou-se ao mar...”. O discípulo amado e Pedro indicam-nos o caminho para vivermos o nosso quotidiano como um contínuo Pentecostes. Um ensina-nos a reconhecer o Senhor e o outro o caminho do serviço, “...cingiu-se com uma túnica...” (também Jesus na última ceia se cingiu com uma toallha para lavar os pés aos discípulos). Reconhecer e servir. Conjugar estes verbos ajudar-nos-á a viver o caminho do dia a dia iluminados pelo Espírito que nos dará a força necessária para viver a obediência à vida. Vamos ao encontro da festa do Coração de Jesus conjugando estes dois verbos: reconhecer e servir. Reconhecer o grande amor com que o Senhor nos ama; a sua presença em nós e à nossa volta; o seu grito de lamento (Mt. 11,20-24) e de júbilo (Mt. 11, 25-27); reconhecer o caminho em direcção ao Gólgota e volver para Ele o nosso olhar; reconhecer a sua voz e o seu olhar em todos os irmãos e irmãs que a providência coloca no nosso caminho...e, precisamente porque o reconhecemos, a nossa resposta não pode deixar de ser o serviço. Cinjamo-nos com a túnica, como Pedro, e no encontro com o Senhor compreenderemos como havemos de servir. “Olhando para Aquele que trespassaram” reconheceremos o Senhor e Ele mesmo nos convidará a olhar quem está à nossa volta, a olhar para o mundo ao qual Ele com paixão, ainda hoje, dirige a sua Palavra. Devemos olhar ao nosso redor e servir. Desejo que todos se preparem para festa do Coração de Jesus com este desejo de saber reconhecer e servir o Senhor para que o seu Reino se realize hoje no nosso caminho e em cada pessoa e acontecimento que a vida nos apresenta. O Coração de Cristo, mestre em servir, nos abençoe! Em comunhão Anna Maria
l'agnello mistico
 
Fabrice Hadjadj, trentotto anni, francese, nato da genitori ebrei di origini tunisine e convinzioni maoiste, ama presentarsi come un «ebreo di nome arabo e di confessione cattolica». Al cattolicesimo è approdato dopo una giovinezza trascorsa tra l’ammirazione degli ideali rivoluzionari della Comune di Parigi e l’immersione nella lettura dei grandi nichilisti del Novecento. Ha scelto di battezzarsi e diventare cattolico alla soglia dei trent’anni e se gli domandi perché l’ha fatto replica divertito: «Sono io che mi chiedo: perché non l’ho fatto prima?». Fabrice Hadjadj insegna in un liceo e nel seminario diocesano di Tolone, ma è soprattutto un filosofo, una specie di Nietzsche cattolico, autore di una decina di libri in forma di saggi e drammi teatrali. È sposato e ha tre figlie. Il suo percorso ci parla del modo meraviglioso come Dio ci conduce e testimonia di una Europa che, nonostante le sue stravaganze, ha ancora linfa sufficiente per fare scaturire personalità cristiane significative. [img2bcx] Cristo immolato Nella tradizione, il Cristo è simbolizzato da differenti specie di animali: pesce, leone, montone, capro, aquila, pellicano, gallina, ed anche dal serpente (quello di bronzo che Mosè alza nel deserto), o ancora dal verme di terra…Il Verbo fatto uomo ricapitola in lui sia la fauna sia tutto il cosmo. (Uomini e bestie tu salvi, Signore, dice un versetto del salmo 36, principio ancora inconcepibile di un’ecologia soprannaturale). Ma, tra tutte le specie di questo zoo mistico, l’agnello è sempre l’animale prediletto. Per il suo candore, per la sua grazia, per la sua età e la sua docilità, lui rappresenta meglio degli altri la vittima innocente. La sua immagine si trova già nelle catacombe. Possiamo dire che ha la stessa età della Croce. Sul legno del supplizio, i primi crocifissi sospendono un agnello, non un uomo…E, la porta dei tabernacoli, ancora oggi, è abitualmente ornata da un agnello attraversato da una croce simile ad una lancia. Questa preminenza simbolica dell’agnello viene dalle Scritture sante e si vede confermata dalla liturgia della Chiesa. Nella Genesi, è senza dubbio la prima offerta gradita a Dio: Abele presentò a sua volta primogeniti del suo gregge e il loro grasso (Gen. 4, 4). Nell’Esodo, è l’animale della Pasqua che gli Ebrei devono mangiare: il suo sangue sugli stipiti e sull’architrave delle case li proteggerà dal passaggio dell’angelo sterminatore. In Isaia e in Geremia, è la metafora del Messia sofferente: Il Signore fece ricadere su di lui l’iniquità di noi tutti. Maltrattato, si lasciò umiliare e non aprì la sua bocca; era come agnello condotto al macello (Is. 53, 6-7) – E io, come agnello mansueto che viene portato al macello…(Ger. 11, 19). Anche il Battista designa Gesù come l’Agnello di Dio… (Gv. 1,29 e 36). Questo stesso vangelo dice ancora, al momento del colpo di lancia: Non gli sarà spezzato alcun osso (Gv. 19, 36), prescrizione dell’Esodo riguardo all’agnello pasquale (12,46). È una citazione cruciale, giacché fa della Passione il compimento della Pasqua giudaica, e del Crocifisso il vero Agnello. San Paolo può dire ai Corinzi: Cristo, nostra Pasqua, è stato immolato! (1Cor. 5,7). Infine, nel Apocalisse, la vittima sofferente diviene vittima trionfante: L’Agnello, che è stato immolato, è degno di ricevere potenza e ricchezza, sapienza e forza, onore, gloria e benedizione (Ap. 5,12). Il legame diretto con l’agnello mangiato durante la cena pasquale fa di lui il simbolo per eccellenza dell’Eucaristia: parla allo stesso tempo del sacrificio e della comunione, ma parla anche della triplice dimensione di memoriale, di viatico e di anticipazione della gloria futura. Proprio prima di consumarla, il prete presenta l’ostia usando le parole di Giovanni Battista: Ecco l’Agnello di Dio, colui che toglie il peccato del mondo! E la riforma liturgica aggiunge queste parole sublimi: Beati qui ad coenam Agni vocati sunt, “Beati quelli che sono chiamati alla cena dell’Agnello”. Vediamo dunque l’Agnello Mistico in piedi sulla tovaglia bianca dell’altare l’arteria forata e il suo sangue che scaturisce e cade nel calice d’oro. Il rosso del sangue è rafforzato dal rosso dell’altare. Intorno, gli angeli agitano il turibolo, otto sono in ginocchio a mani giunte, quattro tengono le Arma Christi. Da destra a sinistra, il primo tiene gli steli di canna e la colonna della flagellazione; il secondo il flagello e, sopra un’asta, la spugna imbevuta di aceto; il terzo la lancia e i chiodi; il quarto la corona di spine e la Croce sormontata dall’iscrizione in ebraico, greco e latino: Gesù Nazareno, re dei Giudei. Nessuna arma, nessun attrezzo, nessuna macchina è più efficace di questi stessi strumenti. Loro sono i gioielli insuperabili della tecnica. Sono gli strumenti della Salvezza. [img3bcx] La fontana della vita Centriamo adesso la nostra attenzione sulla striscia scura che spezza a metà la parte bassa del Retablo aperto. Essa ci conduce alla fine dell’Apocalisse. Il suo ultimo capitolo comincia con queste parole: L’angelo mi mostrò poi un fiume d’acqua viva, limpido come cristallo, che scaturiva dal trono di Dio e dell’Agnello (Ap. 22, 1). Qui il fiume è una fontana. Questa fontana irriga tutta la Gerusalemme celeste. È il principio ecologico della sua flora trasfigurata. Questo stesso messaggio è scritto sul bordo di marmo della fontana: Ecco la sorgente dell’acqua viva che scaturisce dal trono di Dio e dell’Agnello. Quest’ultimo nome è rivelatore: questa fontana esce da una piaga. La sorgente profonda è nel cuore di Cristo, Agnello immolato, aperto dal colpo di lancia del soldato. Anche questo, Giovanni l’ha visto. Prima ancora che nella Città celeste, l’angelo gli fa vedere il fiume di vita sul Golgota; lì Giovanni ha visto scorrere il sangue e l’acqua (Gv. 19, 33-35). La Chiesa esce così dal fianco di Cristo come Eva è uscita dal fianco di Adamo. Il sangue e l’acqua corrispondono ai due principali sacramenti che la generano. «Dal fianco di Cristo scaturisce l’acqua che lava e il sangue che riscatta. Per questo il sangue si rapporta al sacramento dell’Eucaristia, e l’acqua a quello del Battesimo» (Santo Tommaso d’Aquino). Il catino della fontana è ottagonale. Sono numerosi i Battisteri che hanno questa forma. Il numero otto rimanda alle beatitudini (Mt. 5, 3-10): Beati i poveri…Beati i perseguitati…Ci ricorda che il peso della gloria si dirige di preferenza verso la Croce. Ma ci ricorda anche che il peso della Croce sbocca nella gloria: è questa la cifra della Risurrezione. La Risurrezione di Cristo è avvenuta in una domenica, primo giorno della settimana. Ma questa domenica si può comprendere come il giorno dopo il settimo giorno: questo ottavo giorno dove la settimana esce dai binari, dove tutta la Creazione varcherà il muro del tempo per entrare nello splendore dell’Eterno. Possiamo dire che la prospettiva di questo catino ottagonale comanda tutta la composizione del pannello. Se la fontana irriga il Paradiso, non è certo per dei canali tracciati a righello, ma in una forma veramente pittorica. Questa si allarga alla forma ottagonale degli angeli intorno all’altare e poi ancora ai quattro gruppi dei beati. La sua freschezza si irradia per omotetìa, come un fiore che si apre. Come la colomba irradia con grande splendore nella parte superiore, la fontana irradia discretamente nella parte inferiore. Questa si situa nell’asse verticale della divinità [guardare tutto il polittico]. Quest’asse parte dal cielo per arrivare alla terra, dalla presenza di Dio in lui stesso alla presenza di Dio nei sacramenti. Comincia con il Signore in maestà, continua con la colomba dello Spirito, incontra il candore eucaristico dell’Agnello, finisce su questo catino battesimale allo stesso tempo limpido e oscuro. Se a partire da esso tutto sembra aprirsi, tutto in esso sembra anche riassorbirsi. Esso conduce agli elementi i più materiali. All’acqua e alla creta dell’origine. Origine della Genesi e origine dell’opera stessa. La terra e l’acqua forniscono i materiali alla pittura. Ma essi costituiscono anche i suoi due limiti formali: l’informe e la trasparenza. Siamo allora alla sorgente simbolica e reale, allo stesso tempo, dell’arte e della vita. E il pittore ci invita a bere a questa sorgente. Non vedete proprio in basso questo rivolo oscuro che ci chiama? L’asse della divinità finisce in una canalizzazione. Essa vuole riversarsi sopra l’altare, al di fuori del quadro. Vuole anche discendere fino allo spettatore. A tal punto da fare di questo spettatore un attore e che questo ascolti, per finire, alcune delle ultime parole dell’Apocalisse: Lo Spirito e la Sposa dicono:”Vieni!”. E chi ascolta, ripeta: “Vieni!”. Chi ha sete, venga; chi vuole, prenda gratuitamente l’acqua della vita (Ap. 22, 17).
un aereo cm
 
Carissimi ogni volta che mi alzo in volo dall’aeroporto di Bologna cerco sempre, con lo sguardo, il colle della Guardia dove troneggia il santuario della Madonna di San Luca. Uno sguardo accompagnato da una preghiera affidando l’impegno che mi attende e raccomandando chi lascio. E’ sempre rassicurante questa presenza di Maria. E con Lei continua la mia preghiera per i compagni di viaggio e l’equipaggio che è a nostro servizio. E in volo, nella preghiera, inizio a pensare alle persone che incontrerò e al lavoro che mi attende. Sì anche l’aereo può diventare la cappella per incontrare e presentare quei volti sconosciuti, a me, ma non al Signore, e dietro ai quali si celano tante storie intrecciate di gioie e tribolazioni. E allora ogni volto mi diventa familiare perché anche loro figli dello stesso Padre. Ma raggiunta la meta (unico punto in comune a tutti) sconosciuti come prima e si prendono mille direzione diverse. Alcune volte fantastico e penso ad un aereo con a bordo tutti i membri della Compagnia Missionaria. Infatti tutti abbiamo la stessa meta e desiderio: vivere e incarnare ogni giorno, nella ferialità, la preziosità della nostra spiritualità nella vita di amore fino a farci comunione. L’aereo ha uno spazio limitato ma sufficiente per tutti coloro che sono a bordo. In questo spazio c’è un posto ben identificato per tutti, nessuno resta senza collocazione. Ad ogni posto c’è una cintura di sicurezza che serve per tutto il viaggio soprattutto nei momenti critici e di turbolenza. Ma sull’aereo non possiamo mettere radici ed il momento più bello è scendere dall’aereo per andare in mille direzioni, con quel anelito missionario necessario per essere segno e profezia, dove il Signore ci ha posto. In questo esempio semplice intravvedo il “Noi CM” chiamati a vivere nella comunione ma proiettati alla missione, ancorati al Cuore di Cristo, unica nostra sicurezza. Consapevoli di partecipare alla grande missione della Chiesa. Il Papa Benedetto XVI ha intitolato il suo messaggio per la giornata Missionaria Mondiale: La costruzione della comunione ecclesiale è la chiave della missione. E il suo messaggio “…la celebrazione della Giornata Missionaria Mondiale, offre alle Comunità diocesane e parrocchiali, agli Istituti di Vita Consacrata, ai Movimenti Ecclesiali, all’intero Popolo di Dio, l’occasione per rinnovare l’impegno di annunciare il Vangelo e dare alle attività pastorali un più ampio respiro missionario…” Il nostro Statuto ci invita a vivificare con la forza del Vangelo e con lo Spirito che ci è proprio l’ambiente in cui viviamo (cfr St. 12-13). Mi permetto di trascrivere un brano di M. Delbrel che mi pare ci aiuti a cogliere la bellezza e l’impegno di portare il Vangelo a tutti. “La Parola di Dio non la si porta in capo al mondo in una valigetta: la si porta in sé, la si porta su di sé. Non la si pone in un angolo di se stessi, nella propria memoria, come ben sistemata sul ripiano di un armadio. La si lascia andare sino al fondo di sé, fino a quel cardine su cui fa perno tutto il nostro essere. Non si può essere missionari senza aver fatto in sé questa accoglienza franca, larga, cordiale alla Parola di Dio, al Vangelo. Questa Parola, la sua tendenza vivente, è di farsi carne, di farsi carne in noi. E quando siamo abitati da lei diventiamo atti ad essere missionari... …Una volta che abbiamo conosciuto la parola di Dio non abbiamo il diritto di non riceverla; una volta che l’abbiamo ricevuta non abbiamo il diritto di non lasciarla incarnare in noi; una volta che si è incarnata in noi non abbiamo il diritto di conservarla per noi; noi apparteniamo, da quel momento, a coloro che l’attendono”. Al termine do ogni viaggio quando ci avviciniamo a Bologna ricerco ancora con lo sguardo il colle della Guardia per dire grazie perché Maria è stata nel concreto madre, guida e custode per me e per tutti noi. In comunione Annamaria
um avião cm
 
Caríssimas/os: Todas as vezes que levanto voo do aeroporto de Bolonha procuro sempre, com o olhar, a colina da “Guardia” onde se levanta como um trono o santuário de Nossa Senhora de S. Lucas. Um olhar acompanhado por uma oração confiando os empenhos que me esperam e recomendando aqueles que deixo. Dá sempre muita segurança esta presença de Maria. E com Ela continua a minha oração pelos companheiros de viagem e pela equipagem que está ao nosso serviço. E durante o voo, na oração, inicío a pensar nas pessoas que encontrarei e no trabalho que me espera. È verdade, também o avião se pode transformar numa capela para encontrar e apresentar aqueles rostos desconhecidos, a mim, mas não ao Senhor, e por trás dos quais se escondem tantas histórias entrelaçadas de alegrias e de tribulações. E então cada rosto torna-se-me familiar porque também eles são filhos do mesmo Pai. Mas, chegados à meta – único ponto comum a todos – desconhecidos como antes, enveredamos por mil direcções diversas. Algumas vezes ponho-me a fantasiar e penso num avião que tivesse a bordo todos os membros da Companhia Missionária. De facto temos todos a mesma meta e o mesmo desejo: viver e incarnar em cada dia, no nosso quotidiano, a preciosidade da nossa espiritualidade na vida de amor até nos fazermos comunhão. O avião tem um espaço limitado mas suficiente para todos quantos estão a bordo. Neste espaço há um lugar bem identificado para cada um, ninguém fica sem colocação. Em cada lugar está um cinto de segurança que serve para toda a viagem, sobretudo nos momentos críticos e de turbulência. Mas no avião não podemos enterrar as nossas raízes e o melhor momento é quando descemos do avião para irmos em mil direcções com aquele anélito missionário necessário para sermos sinal e profecia onde o Senhor nos colocou. Neste exemplo simples parece-me ver o “Nós CM” que nos chama a viver na comunhão mas projectados para a missão, ancorados no Coração de Cristo, nossa única segurança. O Papa Bento XVI intitulou a sua mensagem para o Dia Missionário Mundial: A construção da comunhão eclesial é a chave da missão. E na sua mensagem diz: “... a celebração do Dia Missionário Mundial, oferece às Comunidades diocesanas e paroquiais, aos Institutos de Vida Consagrada, aos Movimentos Eclesiais, a todo o Povo de Deus, a ocasião para renovar o empenho de anunciar o Evangelho e dar às actividades pastorais uma mais ampla respiração missionária”. O nosso Estatuto convida-nos a vivificar com a força do Evangelho e com o Espírito que nos é próprio o ambiente em que vivemos (cfr. Est. 12-13). Permito-me transcrever uma passagem de M. Delbrel que penso nos possa ajudar a colher a beleza e o empenho de levar o Evangelho a todos. “Não levamos a Palavra de Deus até ao fim do mundo numa pequena mala: levamo-la em nós mesmos. Não a colocamos num ângulo de nós mesmos, na própria memória, como na prateleiro de um armário. Deixamo-la ir até ao fundo de nós mesmos, até aquele fundamento onde assenta todo o nosso ser. Não podemos ser missionários sem ter feito em nós mesmos este acolhimento franco, largo e cordial da Palavra de Deus, do Evangelho. A tendência vivente desta Palavra é a de fazer-se carne, de fazer-se carne em nós. E quando somos por ela habitados começamos a estar prontos para ser missionários...Uma vez conhecida a Palavra de Deus não temos o direito de a não receber; uma vez que a recebemos não temos o direito de a não deixar incarnar em nós; uma vez que se é incarnada em nós não temos o direito de conservá-la para nós; nós pertencemos, desde aquele momento, aos que nos esperam”. No final de cada viagem, quando nos aproximamos de Bolonha, procuro mais uma vez com o olhar a colina da “Guardia” para agradecer a Maria que no concreto de cada dia foi para mim e para todas/os nós, Mãe, Guia e Custódia. Em comunhão. Ana Maria
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